Há dois países que produzem regularmente blockbusters de animação: os EUA e o Japão. Mas há outros países, como a Inglaterra e a França, que têm uma importante produção de longas-metragens de animação, muitas vezes cantonadas ao circuito de arte e ensaio. Neste contexto, o nome de Grégoire Solotareff deve ser conhecido. É um autor e ilustrador de literatura infanto-juvenil, nascido em 1953 em Alexandria. Com sucesso neste contexto desde os anos 80, resolveu passar ao cinema com a adaptação de um texto seu, Loulou (1989), com o realizador Serge Lassale, numa média-metragem Loulou et autres loups (não vi). De seguida fizeram a longa-metragem U (2005), que vi e de que gostei muito em 2006, quando cheguei a Paris. No final de 2013 estreou-se em França a segunda longa-metragem de Grégoire Solotareff (desta vez em parceria com Eric Omond), Loulou l'incroyable secret, que vi há dias. Trata-se de uma excelente obra de animação, que merece ser exportada para Portugal.

Paris 2023 Saint André des Arts 3.5/5